Horácio Lembe em análise...
Neste blogue pretendemos apresentar algumas reflexões inerentes a realidade social angolana.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Direitos e Garantias Sociais do Pessoal da Polícia Nacional de Angola
Resumo
Diante de um cenário de prestação de serviço a
pátria angolana, em que o exercício da actividade policial deve estar em conformidade
com as leis, normas e regulamentos; ao efectivo policial é-lhe exigido
fidelidade a pátria, respeito e defesa aos órgãos de soberania, dedicação e
disponibilidade combativa a tempo integral, respeito pela hierarquia e
obediência às ordens superiores com pouco espaço de manobra para fuga de
responsabilidade e incumprimento. É legítimo questionar que direitos e
garantias sociais o agente da Polícia Nacional de Angola tem? É esse questionamento que constitui o
epicentro de reflexibilidade do presente artigo, com a intenção de aferir a
funcionalidade do sistema de protecção social e os seus desafios.
Palavras-chave:
Direitos,
garantias, protecção social, Polícia Nacional de Angola.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Corrupção Volume 2 - Percepção, atitude e opinião dos chefes de agregados familiares de Luanda
Neste estudo, procurou-se fazer um exercício
de reflexão de duas grandes máximas que foram os epicentros de análise
epistémica e que visaram correlacionar um dos maiores males da humanidade
(corrupção) e a estrutura fundamental da humanidade (família), para explorar
como a segunda se comporta num cenário onde a primeira varia num determinado
contexto, apesar de que este exercício não implica em causalidade, mas a
correlação exprime em número essa relação em proporcionalidade. Pelo presente
estudo foi possível explorar a percepção endógena de
corrupção dos chefes de agregados familiares de Luanda, que são os produtores e
reprodutores de cultura, agentes de controlo social e fiadores dos modos de
vida.
“Trata-se, sem dúvida,
de uma contribuição relevante para a compreensão da corrupção, sobretudo do
ponto de vista da interpretação psicossocial e sociológica. Note-se que isso
sucede num momento em que o discurso oficial se refere à corrupção como um cancro
a estripar e as famílias culpam a mesma de ser a causa do infortúnio em que se
encontram”.
A
percepção dos chefes de agregados familiares de Luanda reflecte tanto
conhecimentos de corrupção quanto do seu controlo, por essa razão aferiu-se que
os respondentes têm noção das expressões codificadas usadas em certos grupos
sociais e subgrupos como referência a corrupção; usados com o intuito de
despistar a percepção dos que não partilham o mesmo código linguístico.
No
decorrer da pesquisa se registou um empate técnico na avaliação (entre as
variáveis positiva e negativa) sobre o desempenho das instâncias
oficiais de controlo à corrupção, subentendendo que se devia implementar a
todos os níveis acções profilácticas de checks and balances sobre os
actos e procedimentos do anterior governo, por forma a se estabelecer uma
ruptura de demarcação e diferenciação dos actos e procedimentos do novo governo
(formado em 2017), a par do processo de restruturação das instituições nacionais,
redimensionamento da legislação, das políticas, estratégias e programas de
trabalho, também reformar os recursos humanos conotados com a anterior
administração governamental nos casos de corrupção.
Corrupção Volume I - Instrumentos, Instâncias e Dinâmicas de Controlo
“O presente livro é resultado de um estudo
exaustivo que procurou explorar a componente teórica e técnico-científico de corrupção e
controlo social numa tentativa”
epistemológica e hermenêutica de “compreender os seus
conceitos, as suas dimensões e os seus indicadores e analisar o controlo da
corrupção em Angola a partir das
variáveis:
legislação, instituição e contexto. Para o efeito, na legislação procurou-se
saber quais são os tratados internacionais e quais as normas do ordenamento
jurídico nacional que dão substância à dinâmica de controlo social tendente ao
combate à corrupção!? No segundo momento, identificaram-se as instituições sobre as quais recaem a
responsabilidade de fiscalizar todos os actos e procedimentos que visam
contrapor à corrupção. A nível do contexto, procurou-se com algum esforço
constatar os planos, estratégias, programas dos órgãos da administração do
Estado e sociedade civil organizada, bem como outras informações qualitativas e
quantitativas sobre a corrupção (palestras, colóquios, directivas, instrutivos,
número de casos registados, processos criminais instruídos entre outros
indicadores desejáveis)”.
“Neste estudo, constatou-se que as dinâmicas de
controlo à corrupção em Angola tendem a dois sentidos: a prevenção e o combate.
A prevenção assenta no processo de moralização dos sectores da administração do
Estado e da sociedade em geral, no reforço à política de trabalho baseado no
princípio da boa governança”, best practice, compliance “e
transparência, na criação de portais de denúncias e na fiscalização dos actos
dos funcionários públicos. O combate assenta no reforço da capacidade de
fiscalização dos actos e práticas de corrupção e na responsabilização dos
prevaricadores através da instrução disciplinar e criminal dos sujeitos
implicados, no julgamento e condenação destes após transitar em julgado. Estes
indicadores chamam atenção para a necessidade de se implementar um – sistema
nacional de prevenção e combate à corrupção – que funcione por intermédio de
uma Alta Autoridade contra a Corrupção (independente) ou esta responsabilidade seja transferida
para a Provedoria de Justiça, ou que se
crie uma comissão intersectorial específica para a problemática da corrupção,
cuja competência permite balancear o ciclo geral do controlo à corrupção,
subdividida em duas fases: a fase de prevenção e do combate, com dados
qualitativos e quantitativos previamente monitorizados para intervenção
oportuna dos órgãos competentes e parceiros”.
sábado, 21 de janeiro de 2023
Corrupção e Controlo Social em Angola. Percepção e atitude dos chefes de agregados familiares de Luanda
RESUMO
A intenção de compreender a corrupção no contexto das famílias face as dinâmicas de controlo social permitiu fazer uma avaliação triangular, tendo como referência as dimensões: legislação, instituição e contexto. O recurso aos procedimentos de fiabilidade da pesquisa e validação dos instrumentos de colheita de dados, de entre os quais o questionário do inquérito, identificou-se três itens de pesquisa: percepção da corrupção e controlo social, atitude dos chefes de agregados familiares e opinião sobre o desempenho dos órgãos de controlo à corrupção. Como resultado constatou-se que os esquemas de corrupção desenvolveram jargões que são usados para facilitar a comunicação dos intervenientes e ludibriar os que não fazem parte do grupo social ou subgrupo, destacando-se a gasosa com 73,5% de menções, saldo 29,9%, micha 17,1% e biolo 6%; de entre as práticas de corrupção mais frequentes em Angola destacam-se o tráfico de influência com 71,7%, suborno com 65,7% e fraude com 45,7%. A nível da atitude 56,4% dos respondentes alegaram já terem pagos médico/enfermeiro, 48,1% agente da polícia, 43,9% professor e 22,1% funcionário da administração. A nível da opinião sobre o desempenho dos órgãos de controlo à corrupção constatou-se um empate em que o mesmo peso e a mesma medida é usada para avaliar positiva e negativamente as instituições que visam combater a corrupção.
