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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Corrupção Volume 2 - Percepção, atitude e opinião dos chefes de agregados familiares de Luanda

 



Neste estudo, procurou-se fazer um exercício de reflexão de duas grandes máximas que foram os epicentros de análise epistémica e que visaram correlacionar um dos maiores males da humanidade (corrupção) e a estrutura fundamental da humanidade (família), para explorar como a segunda se comporta num cenário onde a primeira varia num determinado contexto, apesar de que este exercício não implica em causalidade, mas a correlação exprime em número essa relação em proporcionalidade. Pelo presente estudo foi possível explorar a percepção endógena de corrupção dos chefes de agregados familiares de Luanda, que são os produtores e reprodutores de cultura, agentes de controlo social e fiadores dos modos de vida.

“Trata-se, sem dúvida, de uma contribuição relevante para a compreensão da corrupção, sobretudo do ponto de vista da interpretação psicossocial e sociológica. Note-se que isso sucede num momento em que o discurso oficial se refere à corrupção como um cancro a estripar e as famílias culpam a mesma de ser a causa do infortúnio em que se encontram”.

A percepção dos chefes de agregados familiares de Luanda reflecte tanto conhecimentos de corrupção quanto do seu controlo, por essa razão aferiu-se que os respondentes têm noção das expressões codificadas usadas em certos grupos sociais e subgrupos como referência a corrupção; usados com o intuito de despistar a percepção dos que não partilham o mesmo código linguístico.

No decorrer da pesquisa se registou um empate técnico na avaliação (entre as variáveis positiva e negativa) sobre o desempenho das instâncias oficiais de controlo à corrupção, subentendendo que se devia implementar a todos os níveis acções profilácticas de checks and balances sobre os actos e procedimentos do anterior governo, por forma a se estabelecer uma ruptura de demarcação e diferenciação dos actos e procedimentos do novo governo (formado em 2017), a par do processo de restruturação das instituições nacionais, redimensionamento da legislação, das políticas, estratégias e programas de trabalho, também reformar os recursos humanos conotados com a anterior administração governamental nos casos de corrupção.

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